Aprendi que não sou constante. Talvez o único adjetivo que me vista perfeitamente é este: inconstante.
Aprendi que cada dia passa e posso ditar um ritmo ao ano. Vai depender de como me ocupo, com o que me preocupo, o que faço e o quanto quero poder fazer.
Sim, eu quero mais. Posso mais.
Quem sabe um dia.
Leve como o ar...
Eu quero poder escrever sobre aquilo que me move, que me faz bem. Este espaço é só meu, meu e de quem quiser espiar. Deixo.
segunda-feira, dezembro 05, 2011
quinta-feira, julho 01, 2010
Coisas que valem a pena
Andar o dia todo de pijama em casa
Deitar na rede para (não) pensar
Ouvir AQUELA música dez vezes
Jogar conversa fora com os amigos
Dar boas risadas
Brincar como criança
Tomar um bom café fresquinho
Comer chocolate
Dirigir algumas vezes em alta velocidade
Falar de coisas que fez quando criança, e curtir a nostalgia
Abraçar e receber um abraço bem apertado
Viajar sem destino certo, sem hora pra voltar
Férias!
Dar presentes sem motivo
A recompensa de uma longa espera
Festa!
Vinho seco com quem sabe beber
Palavras pequenas que dizem muito
Ler um bom livro e descobrir que tem mais na estante
Saber que a Bossa Nova é brasileirinha
Ver o sol nascer em sua majestade e se sentir pequenino
Se deixar levar por um impulso
Partilhar um choro
Um sorriso da minha avó
Escrever para si e gostar do soar dos sentimentos
Aprender qualquer coisa, por mais insignificante que pareça
Sentir-se vivo, e bem
Poesia de boa qualidade
Admirar a lua quando se tem um tempinho para pensar
Beijo que marca fundo na gente o gostinho do outro
Ver uma foto em que você ficou bem
Perceber que o que quer que você tenha feito foi reconhecido
Terminar uma tarefa árdua
Receber um carinho inesperado
Sonhos, surreais ou não
Encontrar algo há muito perdido
Sentir as cores despertando sensações
Saber que nunca serei diferente dos meus pais
Reler uma carta marcante depois de algum tempo
Relembrar um pequeno detalhe que fez a diferença
Marcar cheiros dos lugares
O som do sono de quem se ama
Ler gibi na sala de espera do consultório médico
Ouvir “eu te amo” antes de falar
A dança do fogo de uma vela
O doce barulhinho do meu lápis quando escrevo
Banho com mais de 20 minutos
No frio, sentir o sol esquentando a pele
Aceitar que a chuva te pegou, e curtir o banho
Dormir ao som dos pingos calmos na janela
Um susto
Risada de neném
Dançar como se ninguém me pudesse ver
Imaginar que sou importante para alguém
A poderosa sensação de capacidade
O gosto de algo novo
Quando o cheirinho de quem se ama fica conosco
Deixar-se emocionar com algo bobo
Comprar algo ajustadamente perfeito
Receber uma boa noticia
Ganhar flores que tenham cheiro bom
Receber uma ligação a toa de madrugada
Um e-mail de bom dia animador
Escrever assim, sem regras, e deixar o pensamento livre... leve como o ar!
Carol
29.09.2008
Deitar na rede para (não) pensar
Ouvir AQUELA música dez vezes
Jogar conversa fora com os amigos
Dar boas risadas
Brincar como criança
Tomar um bom café fresquinho
Comer chocolate
Dirigir algumas vezes em alta velocidade
Falar de coisas que fez quando criança, e curtir a nostalgia
Abraçar e receber um abraço bem apertado
Viajar sem destino certo, sem hora pra voltar
Férias!
Dar presentes sem motivo
A recompensa de uma longa espera
Festa!
Vinho seco com quem sabe beber
Palavras pequenas que dizem muito
Ler um bom livro e descobrir que tem mais na estante
Saber que a Bossa Nova é brasileirinha
Ver o sol nascer em sua majestade e se sentir pequenino
Se deixar levar por um impulso
Partilhar um choro
Um sorriso da minha avó
Escrever para si e gostar do soar dos sentimentos
Aprender qualquer coisa, por mais insignificante que pareça
Sentir-se vivo, e bem
Poesia de boa qualidade
Admirar a lua quando se tem um tempinho para pensar
Beijo que marca fundo na gente o gostinho do outro
Ver uma foto em que você ficou bem
Perceber que o que quer que você tenha feito foi reconhecido
Terminar uma tarefa árdua
Receber um carinho inesperado
Sonhos, surreais ou não
Encontrar algo há muito perdido
Sentir as cores despertando sensações
Saber que nunca serei diferente dos meus pais
Reler uma carta marcante depois de algum tempo
Relembrar um pequeno detalhe que fez a diferença
Marcar cheiros dos lugares
O som do sono de quem se ama
Ler gibi na sala de espera do consultório médico
Ouvir “eu te amo” antes de falar
A dança do fogo de uma vela
O doce barulhinho do meu lápis quando escrevo
Banho com mais de 20 minutos
No frio, sentir o sol esquentando a pele
Aceitar que a chuva te pegou, e curtir o banho
Dormir ao som dos pingos calmos na janela
Um susto
Risada de neném
Dançar como se ninguém me pudesse ver
Imaginar que sou importante para alguém
A poderosa sensação de capacidade
O gosto de algo novo
Quando o cheirinho de quem se ama fica conosco
Deixar-se emocionar com algo bobo
Comprar algo ajustadamente perfeito
Receber uma boa noticia
Ganhar flores que tenham cheiro bom
Receber uma ligação a toa de madrugada
Um e-mail de bom dia animador
Escrever assim, sem regras, e deixar o pensamento livre... leve como o ar!
Carol
29.09.2008
segunda-feira, março 17, 2008
Eu, etiqueta.
Quando eu vi que ate Drumond estava no livro do Diego Fernandes, fiquei emocionada!
Segue o dito poema:
Eu, Etiqueta
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de baptismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça até o bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas indiossicrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco de roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, me recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, outubro 26, 2007
71 dias para a FELICIDADE!

O Primeiro Olhar
Anjos De Resgate
Composição: Dalvimar Gallo
Quando nós trocamos o primeiro olhar
O meu coração pediu pra se apaixonar
Igual ao sol que nasce e só pertence ao dia
Quando nasci o meu amor já te pertencia.
Se não existisses eu te inventaria
As estrelas se eu pudesse te daria
Prometi a Deus que ao céu vou te levar
E vou gritar pro mundo ouvir
Que sempre te amei e vou te amar.
Foi no primeiro olhar que eu te consagrei o meu amor
E nada vai nos separar na alegria ou na dor
O mundo não verá o nosso amor se acabar.
Logo no primeiro olhar Deus nos casou
E escreveu seu nome e o meu no azul do céu
Pra sempre vou te amar.
segunda-feira, agosto 27, 2007
... E hoje foi o dia de Vinícius...

"Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?
Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?"
Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
in "Novos Poemas (II)"
in "Livro de Sonetos"
in "Poesia completa e prosa: "Poesia varia""
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