
Deixa que toque teu rosto minhas mãos carentes
e sente como por elas te passo meu calor.
Sente como te quero com todo amor
ouça o que te diz minha boca eloqüente.
Meus lábios chamam a ti desespedamente,
de meu corpo emanam carícias como vapor.
Quero-te, e esqueças por um instante teu pudor,
lembra-te dos gestos de tempos já dormentes.
Se a lua nos esconde todo mal,
se os animais em culto, já adoram o luar,
façamos nós disso tudo algo real:
Deixa que te ensine a sonhar
que minhas mãos trazem a violência d'agua e sal,
que caem sobre ti com sons de mar...
Carolina Bittencourt - Maio / 2006.
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