É quando menos preciso que esta inquietação literária me acompanhe, é quando mais o mundo real me chama com seus compromissos inadiáveis, é quando tudo parece estar fugindo do controle e a objetividade, a seriedade e o compromisso com o plano do não-surreal me exigem firmeza e comprometimento, é aqui nestes devaneios todos que me encontro agora, que preciso escrever.
Ah, essa chaga que persiste e que sempre consegue superar todo o resto!
Ah, esse sentimento de culpa por parar tudo e escrever que não consegue explicar o prazer da fuga!
Ah, quanto seria preciso para deixar de ser eu mesma, para ser aquele outro alguém que vive normalmente e não sonha, não idealiza, não endoida!
Deixo passar, e a escrita suaviza todo o sofrer...
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